- mariana. ♥ @ 18:27

Sab, 02/06/12

Desde aí que somos inseparáveis. E ela tem me ajudado muito. Ela era a amiga que há muito precisava e não tinha. Com ela sei que posso contar. Assim como ela pode contar comigo. E porque é que eu há pouco disse que ela iria ser a minha fada madrinha? Porque ela deu-me algo que nunca ninguém me deu.

 

Flashback – 25 de Janeiro de 2012

- Estás quase a fazer 18 aninhos ahm… -disse-me Eleanor enquanto eu limpava as mesas do Starbucks no final do dia.

- É, finalmente. Estava a ver que não…

- Espera lá… A partir dos 18 anos podes sair da casa daquela bruxa não é?

- Sim, é. Mas não tenho para onde ir…

- Ai isso é que tens!

- Tenho?

- Sim, os meus pais têm uma casa para alugar, mas neste momento não está lá ninguém. Tu podes ir para lá, masdescansa, eu falo com eles e tu não tens que pagar nada.

- Não El, eu não posso aceitar…

- Podes sim Dan!

- És a melhor amiga que alguém pode ter. – disse abraçando-a.

Flashback off.

 

Os pais da
Eleanor sempre foram tão generosos comigo. A esses também devo muito. Eleanor salvou-me deste pesadelo. Esta prestes a acabar. Aliás, acaba hoje. “1 de Fevereiro de 2012” O primeiro dia da minha liberdade. O novo começo. E aqui estou, na minha 18ª manhã de 1 de Fevereiro a relembrar os momentos mais marcantes da minha vida. E esta minha viagem começou no dia 11 de Setembro de 2001, há mais de 10 anos. Tenho saudades de todos aqueles que cuidaram de mim.

Abri uma pequena gaveta da minha mesinha de cabeceira que estava fechada à chave, pois estava lá as coisas mais importantes da minha vida. Tirei um envelope que dizia “Meu amor, abre este envelope no dia 1 de Fevereiro de 2012. Da tua eterna, avó Kate.”. Hoje era o dia de abrir esse envelope. Um envelope que os policias tinha descoberto em cima da cama da avó Kate no dia em que ela morrera. Tirei também a pequena moldura que sempre esteve comigo. Abri o envelope e pode encontrar uma carta escrita à mão, pela perfeita letra da avó. Sempre conheci a avó a escrever com aquela letra. Respirei fundo e comecei a ler a carta.

“Querida Dan, desculpa ter partido assim e sem me ter despedido de ti, mas não foi porque eu quis, simplesmente estava escrito que tinha de ser assim. Podes julgar-me por não te ter contado da minha doença, mas eu não queria que tu te preocupasses, e assim, vivi todos os dias como se fossem os últimos. Gostava de ter estado ai para ajudar-te nos teus problemas da juventude, e nos problemas com os teus namorados, ou nas magoas que irás ter nas tuas amizades. Acredita que queria estar ai no dia do teu casamento, ou até mesmo no dia em que trarás uma criança ao mundo. Porque eu sei que tu um dia vais encontrar a pessoa ideal para isso. O teu sonho sempre foi construir uma família. Lembro-me de quando me perguntavas do que era o amor, e como era sentir isso. Eu simplesmente te respondi que era mágico. Lamento imenso por o que tu estás a passar na vida, por teres perdido as pessoas mais importantes para ti. Os teus pais… Partiram tão novos, e não tiveram a oportunidade de te verem crescer. Eu sei que tens saudades de chamares pela tua mãe, ou perguntares pelo teu pai. Mas acredita que eles estão a olhar por ti. Assim como eu também estou neste preciso momento. E estou tão orgulhosa do que tu te tornaste. 18 aninhos meu amor. Aproveita-os bem, porque nunca se sabe o que poderá acontecer. Estarei sempre a olhar por ti, e a rezar tudo de bom para ti. E quando te sentires sozinha olha para o céu, eu serei sempre aquela estrela. A mais brilhante. Com muito amor,
da tua eterna avô Kate.”

Quando acabei de ler aquela carta estava lavada em lágrimas. Precisava tanto da avó. Mas esta carta tinha-me dado mais força para continuar.

Limpei as lágrimas e levantei-me da cama. Caminhei para o meu velho armário e abriu. Meti uma roupa de parte. Aquela que iria vestir, a outra roupa meti numas malas que Eleanor me emprestara. Meti também tudo o que estava naquela gaveta dentro de uma bolsinha que a mala tinha. Peguei na minha viola, a que o rapaz do pub me havia dado na primeira noite em que atuei.

 

Flashback on – 24 de Novembro de 2011

Acabei a minha primeira atuação. Nunca tinha atuado em público, e acho que até correu bastante bem. Agora tenho que ir entregar a viola que eles me emprestaram.

Cheguei perto do dono do pub.

- Obrigada pela viola. Eu vou tentar compr…- ele interrompeu-me.

- Não, não! Fica com ela. – ele sorriu-me.

- Eu não posso aceitar…

- Podes sim, fica com ela! – ele sorriu-me.

Eu peguei na minha viola e sai.

Flashback off.

 

Fora Eleanor que me consegui aquele emprego. Ouviu-me cantar e insistiu em que eu fosse atuar para aquele pub, que era de um amigo dela.

Respirei fundo e desci as escadas, pronta para deixar aquela casa de vez. Passei pela cozinha onde aquelas bruxas estavam sentadas na mesa, à espera que eu lhe fizesse o comer.

- Onde é que pensas que vais com essas malas todas? O teu lugar é na cozinha a fazer-nos o comer.

- Para sua informação, hoje faço os 18 anos. E na lei diz que aos 18 anos eu já sou livre de fazer o que quiser. Portanto, adeus!

Ela ficou a olhar para mim com cara de raiva, mas eu sai dali para fora com orgulho de mim mesma. Por ter feito aquilo.




liz collingwood @ 16:31

Sab, 09/06/12

 

a causa disto foi isto : http://march17.blogs.sapo.pt/31786.html?thread=385834#t385834 (feito na quinta)
e ontem parece que morri :'
vê se percebes :x

obrigada fofinha, a sério ♥

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